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História

 

A origem

[30] Em fins do século XIX, o remo dominava o Rio de Janeiro. O futebol começava apenas a aparecer em alguns clubes, mas ainda era olhado com certo temor, pois não estava sendo recebido com entusiasmo pela sociedade carioca. A criação de um grupo organizado com o objetivo de disputar competições de remo com clubes de outros bairros surgiu entre jovens do bairro do Flamengo, no Café Lamas, no Largo do Machado.

Nestor de Barros, José Agostinho Pereira da Cunha, Felisberto Laport, Augusto Lopes, Mário Spindola e José Félix da Cunha Meneses compraram um barco, chamaram-no de Pherusa e o reformaram.

Em 6 de outubro de 1895, os antes citados juntamente com Maurício Rodrigues Pereira e Joaquim Bahia saíram da Ponta do Caju e com o tempo desfavorável, foram rumo à praia do Flamengo, mas o vento fez o barco virar. Bahia nadou até a praia para conseguir ajuda e chegou algumas horas depois, mas a chuva parou rapidamente e outro barco, Leal, resgatou os jovens e o que tinha restado de Pherusa. Então foi iniciada uma nova reforma da embarcação, mas ela foi roubada e desapareceu.

 

[subsection]A fundação

 

Um novo barco foi comprado e recebeu o nome de Scyra. Na noite do dia 17 de novembro de 1895, muita gente estava num dos corredores da casa número 22 da Praia do Flamengo, onde Nestor de Barros morava num dos quartos. Lá, há muito tempo, já guardavam Pherusa e depois Scyra. A reunião teve por objetivo a fundação do Grupo de Regatas do Flamengo. Naquela mesma noite, foi eleita a primeira diretoria[7]:

 

Domingos Marques de Azevedo, presidente

 

Francisco Lucci Colas, vice-presidente

 

Nestor de Barros, secretário

 

Felisberto Cardoso Laport, tesoureiro

 

Além dos eleitos, foram destacados como sócios fundadores José Agostinho Pereira da Cunha, Napoleão Coelho de Oliveira, Mário Espínola, José Maria Leitão da Cunha, Carlos Sardinha, Maurício Rodrigues Pereira, Desidério Guimarães, Eduardo Sardinha, Emido José Barbosa, José Félix Cunha Meneses, George Leuzinger, Augusto Lopes da Silveira, João de Almeida Lustosa e José Augusto Chairéo, sendo que os três últimos faltaram à reunião, mas foram considerados sócios fundadores. Na oportunidade, ficou estabelecido que a data oficial da fundação do clube seria 15 de novembro, feriado nacional[7][31].

 

As cores iniciais foram azul e ouro em listras horizontais bem largas. Entretanto, em 1898, por proposta de Nestor de Barros, houve mudança para as atuais: vermelho e preto[32].

 

Novos barcos foram sendo comprados e o Flamengo começou a destacar-se nas competições. Na I Regata do Campeonato Náutico do Brasil conquistou a sua primeira vitória com Irerê, uma baleeira a dois remos, no dia 5 de junho de 1898. Anteriormente, o Flamengo só havia obtido colocações secundárias e muitos segundos lugares, o que lhe valeu, inclusive, o apelido de Clube de Bronze. Em 1902, diante de seu crescimento, houve a transformação para Clube de Regatas do Flamengo[33].

 

O início no futebol

 

A partir de 1902, o remo passou a dividir com o futebol a preferência popular. Assim, os associados do Flamengo tornaram-se sócios também do Fluminense para acompanhar o futebol e os do clube das Laranjeiras vieram para o rubro-negro, a fim de acompanhar as regatas. Alberto Borgerth representava bem o exemplo, pois pela manhã remava pelo Flamengo e à tarde jogava pelo seu clube, o Fluminense[34].

 

Entretanto, em 1911, houve a cisão no Fluminense e muitos jogadores do tricolor vieram para o Flamengo, resolvendo em assembleia do dia 8 de novembro de 1911 fundar um departamento de esportes terrestres, com Alberto Borgerth na direção. A briga entre Oswaldo Gomes e muitos dos jogadores do primeiro quadro do Fluminense foi a razão da discórdia. Originalmente, pensou-se em uma simples adesão ao Botafogo mas como o alvinegro, na época, era o grande rival do Fluminense, a ideia foi logo descartada. Em seguida consideraram a ideia de reforçar o já estabelecido Paysandu mas também foi vetado, uma vez que o clube era composto exclusivamente de ingleses. Finalmente, surgiu a ideia de Borgerth, de se criar uma seção de futebol no Flamengo. A proposta foi aprovada e consagrada na assembleia do clube realizada no dia 8[35].

 

 

1912 à 1933: da primeira partida ao fim do amadorismo

 

 

Na Praia do Russel foram feitos os primeiros treinos e no dia 3 de maio de 1912, já devidamente filiado à Liga Metropolitana de Desportos Terrestres, o Flamengo realizou a sua primeira partida. Foi no campo do América e os rubro-negros venceram o Mangueira por 16 a 2, sendo que o juiz foi o consagrado Belfort Duarte. O quadro do Flamengo formou com Baena; Píndaro e Nery; Coriol, Gilberto e Galo; Baiano, Arnaldo, Amarante, Gustavo e Borgerth[35][9].

 

Já em 1912, o Flamengo conquistou seu primeiro título no futebol, o Campeonato Carioca de Futebol do 2º Quadro. O primeiro uniforme foi chamado de "papagaio de vintém", mas em 1914, o clube adotou a camisa cobra coral (que só durou até 1916)[36] e venceu seu primeiro Campeonato Carioca e o segundo no ano seguinte.[37]

 

Em 1921, o Flamengo conquistou o seu segundo bicampeonato carioca e em 1925 conquistou seis títulos no futebol profissional, um recorde até então. Em 1927, foi eleito o "clube mais querido do Brasil", levando a Taça Salutaris, vencendo o Vasco em um concurso do Jornal do Brasil[1]. Já no ano de 1930, o Flamengo teve seu pior apreveitamento em um ano no futebol.[38] Em 1933, o clube fez sua primeira excursão no futebol para fora do Brasil e no dia 14 de maio do mesmo ano, o rubro-negro fez seu último jogo como amador e venceu o River por 16 x 2[39].

 

 

1934 à 1955: do começo profissional ao segundo tri

 

Com a eleição do presidente José Bastos Padilha, em 1934, o Flamengo conseguiu melhorar a parte social do clube, cresceu em popularidade e em 1936 vieram craques como Domingos da Guia[40] e Leônidas da Silva[41] (que posteriormente seria artilheiro da Copa do Mundo de 1938). O ano de 1937 teve uma novidade no futebol rubro-negro, que foi a vinda do treinador Dori Kruschner, o qual implantou um novo esquema de jogo conhecido por WM e o treino sem bola[42]. Outra novidade foi a inclusão do segundo uniforme, com o objetivo de facilitar a visão dos jogadores nos jogos à noite, já que a iluminação não era a ideal. Neste mesmo ano, aconteceu a unificação dos campeonatos cariocas com a criação da Liga de Futebol do Rio de Janeiro, e todos os clubes já tinham implantado o profissionalismo. Em 1939, depois de 12 anos de jejum, o Flamengo voltou a conquistar o Campeonato Carioca[43] e com a equipe que serviria de base para o tricampeonato estadual na década de 40.

 

Em 1941, o clube disputou a sua primeira competição internacional, o Torneio Hexagonal da Argentina[44]. Em 1942, foi fundada a primeira a torcida organizada do Brasil: a Charanga Rubro-Negra[45] e em 1944, o Flamengo conquistou seu primeiro tricampeonato carioca (42-43-44)[46][47]. O principal fato em 1946 foi a fratura do jogador Zizinho, que desfalcou a equipe por seis meses e o time não teve a mesma sorte nas partidas. O mesmo Zizinho foi vendido em 1950 para o Bangu pelo presidente Dario de Melo Pinto, considerado um dos piores negócios da história do clube. Em 1955, o clube conquistou seu segundo tricampeonato carioca.[48][49]

 

 

1956 a 1973: dos anos dourados à véspera da glória

 

Apesar de nesse período as conquistas do Flamengo se limitarem mais ao âmbito regional, o clube teve em seu elenco jogadores como Dida, Paulo César "Caju", Gérson, Rondinelli, Horacio Doval, Fio Maravilha, Evaristo de Macedo, Reyes, entre outros, que fortaleceram as equipes montadas pelo clube.[50]

 

Em 1961, o Flamengo sagrou-se campeão do Torneio Rio-São Paulo[51], que na época era um título que valia muito mais que a simples rivalidade entre paulistas e cariocas. Após o tricampeonato carioca em 1955, o título seguinte só foi conquistado em 1963[52] e o posterior em 1965[53]. No final de 1968, Garrincha foi contratado e já começou a jogar pelo Flamengo, mas a expectativa de que ele pudesse jogar a temporada seguinte inteira não deu certo. Fez sua última partida pelo rubro-negro em 12 de abril de 1969, com 20 jogos e 4 gols marcados[54].

 

O maior legado da década de 1970, foi revelar ao mundo do futebol a equipe mais vitoriosa do Flamengo. Foi nesse período que craques como Zico, Júnior, Leandro, Andrade e outros tão importantes quanto, subiram para a equipe profissional do Flamengo. Em 1970, o clube conquistou sua primeira Taça Guanabara (1º turno do campeonato estadual)[55]. Nos primeiros cinco meses de 1971, a situação do Flamengo não foi nada boa, sob o comando de Yustrich em 28 jogos só venceu 8[56]. Em 1972 venceu novamente a Taça Guanabara e o Campeonato Carioca[57], em 1973 também levou o primeiro turno do campeonato estadual[58].

 

 

1974 a 1983: A "era Zico" e o período áureo

 

Em 1974, Zico firmou-se de vez como titular absoluto do time do Flamengo, iniciando a chamada "era Zico", e o clube venceu o campeonato estadual neste mesmo ano[59]. Ainda na década de 70, o Flamengo conquistou o tricampeonato estadual de 1978/79 (especial)/79[60], sendo dois deles sobre o rival Vasco da Gama.

 

Embora já possuísse a maior torcida do Brasil, o rubro-negro só conquistou seu primeiro título em nível nacional vencendo brasileiro de 1980, ao derrotar o Atlético Mineiro no Maracanã por 3 a 2, e Zico foi o artilheiro principal com vinte e um gols[61][62][63].

 

1981 foi o ano mais especial da história do Flamengo. Além de conquistar o Campeonato Carioca[64] levantou a Taça Libertadores da América derrotando o Cobreloa do Chile por 2 a 0 na partida de desempate, gols de Zico, na primeira participação do rubro-negro na competição[13][14][15]. Depois, conquistou a Copa Intercontinental (Mundial Interclubes) ao bater o Liverpool da Inglaterra por 3 a 0, em Tóquio[10][11][12]. Zico ganhou o prêmio de melhor jogador da decisão. O Flamengo é o único clube carioca possuidor da Copa Intercontinental (Mundial Interclubes). Além disso, outro feito foi estabelecido no Campeonato Carioca daquele ano: a equipe conseguiu devolver a goleada de 6 a 0[65] imposta pelo Botafogo no dia do aniversário do Flamengo em 1972[66].

 

Em 1982 veio a segunda conquista do Campeonato Brasileiro, com uma vitória sobre o Grêmio com um gol de Nunes na vitória por 1 x 0 no terceiro jogo, após passe de Zico, que mais uma vez foi o artilheiro da competição[67][68][69].

 

Em 1983 o Flamengo conquistou o tricampeonato brasileiro ao golear o Santos no Maracanã por 3 a 0, jogo com recorde de público na história do Campeonato Brasileiro de Futebol[70][71][72]. Neste mesmo ano, Zico deixou o clube para ir jogar na Udinese, da Itália[73].

 

 

1984 a 1994: do drama e volta de Zico ao penta

 

Dois anos depois, Zico voltou ao clube e em 1986 conquistou seu último Campeonato Carioca[74]. Neste ano ele participou de poucas partidas, já que em 1985numa partida do Estadual contra o Bangu ele foi vítima de uma entrada violenta do jogador Márcio Nunes, ficando sem jogar por muito tempo devido ao longo período de recuperação da cirurgia[75]. Porém, na partida inaugural do Estadual seguinte, marcou três dos quatro gols do Flamengo na vitória de 4 a 1 sobre o Fluminense[76].

 

Em 1987, foi um dos principais responsáveis pela conquista da primeira edição da Copa União (chamada pela CBF de módulo verde), considerado por maior parte da imprensa[77] e pelo Clube dos 13 como o tetracampeonato nacional do Flamengo[78][79]. Destacam-se as vitórias nas partidas semifinais contra o Atlético Mineiro e a final contra o Internacional, que foi vencida com um gol de Bebeto[80]. A Copa União terminou de maneira controversa. Naquele ano a CBF decidiu que não organizaria o Campeonato Brasileiro, sendo assim o Clube dos 13 decidiu organizá-lo. A CBF concordou com o regulamento criado pelo Clube dos 13, porém, voltou atrás, intervindo nas regras do campeonato, a então Copa União.[81][82] Na época o Clube dos 13 organizou o campeonato com as melhores equipes da época para disputar a Copa União e as demais equipes disputariam a Copa Brasil.[83] A CBF então dividiu em dois módulos (Verde e Amarelo), e com o campeonato em andamento decidiu que no fim o campeão do Módulo Verde jogaria com o campeão do Amarelo e o vice-campeão do Verde jogaria com o vice-campeão do Módulo Amarelo. Ao fim da Copa União o Flamengo (campeão do Módulo Verde) deveria enfrentar o Sport (campeão do Módulo Amarelo) para sagrar-se campeão, e o Internacional deveria enfrentar o Guarani. No entanto o Clube dos 13, e consequentemente o Flamengo e o Internacional, não aceitaram as alterações e sequer entraram em campo, perdendo suas partidas por WO.[84][85] A CBF então oficializou o Sport como campeão brasileiro de 1987 e o Guarani como vice-campeão daquele ano.[86]. O título só viria a ser reconhecido em 21 de fevereiro de 2011, quando a CBF, através da resolução da presidência nº 02/2011, oficializou o Flamengo como campeão brasileiro de 1987, ao lado do Sport Club Recife.[87]

 

Em toda sua trajetória pelo rubro-negro, Zico marcou 568 gols e foi o maior artilheiro da história do clube[88]. Em 1990, diante de um Maracanã lotado, Zico faria a sua partida de despedida pelo Flamengo[89].

 

Mesmo sem seu grande craque, os primeiros anos da era pós-Zico, foram de glória para o Flamengo. A primeira conquista nacional foi a segunda edição da Copa do Brasil em 1990 contra o Goiás[90]. Entre o fim de 1990 e ao longo de 1991 o Flamengo, agora comandado por Júnior devolveu a "quina" em cima do rival Vasco da Gama, conquistando cinco vitórias seguidas, e conquistando o Estadual do Rio de 1991[91].

 

O ano de 1992 foi marcado pela conquista de mais um título nacional, superando o Botafogo na final do Campeonato Brasileiro daquele ano, que teve o primeiro jogo vencido pelos rubro-negros por 3 a 0 e o segundo empatado de 2 a 2. Neste ano o grande destaque foi mais uma vez Júnior[92][93].

 

 

1995 a 2005: do centenário ao risco de rebaixamento

 

Após o título brasileiro de 1992, o clube entrou em uma grande crise financeira e as conquistas nacionais e internacionais tornaram-se menos frequentes. Em 1995, ano do seu centenário, o radialista Kleber Leite assumiu a presidência do clube e contratou o atacante Romário, então o melhor jogador do mundo, que estava no Barcelona[94].

 

Mesmo com Romário (que nesse ano brigava contra Túlio e Renato Gaúcho pelo "título" de Rei do Rio) e outros craques que foram contratados, como Edmundo e Branco, o ano do centenário rubro-negro não foi vitorioso. O Flamengo conquistou apenas a Taça Guanabara com três gols de Romário contra o Botafogo[95].

 

Em 1996, o Flamengo conquistou de forma invicta o Campeonato Carioca de Futebol e a Taça Guanabara, vencendo o Vasco no último jogo da Taça Rio e conquistando o título por antecipação. Romário foi o artilheiro do estadual e Sávio Bortolini Pimentel o destaque da campanha do Flamengo na Copa Ouro Sul-Americana, onde o Rubro Negro sagraria-se campeão. Este foi o terceiro título internacional oficial do Flamengo[96] [97].

 

Em 1999, assumiu Edmundo dos Santos Silva e, com ele, veio um contrato milionário com a empresa de marketing esportivo ISL[98]. Apesar de campanhas ruins no Campeonato Brasileiro, o Flamengo se destacava em outras competições, tanto que sagrou-se tricampeão estadual (1999, 2000 e 2001) todas elas em cima do Vasco. Ganhou a Copa Mercosul em 1999 e a Copa dos Campeões, em 2001[99]. Neste mesmo ano (2001), o Flamengo escapou do rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro na última rodada do torneio[100] e iniciou uma série de campanhas pífias no Campeonato Brasileiro, quase em todas lutando contra o rebaixamento.

 

Em 2002 a ISL faliu, por razões alheias ao contrato com o Flamengo, e o clube ficou sem seu parceiro milionário. Sem dinheiro para manter o grande time montado, deu-se início a uma péssima fase no futebol rubro-negro. No mesmo ano Edmundo dos Santos Silva foi afastado da presidência acusado, entre outras coisas, de improbidade administrativa em uma votação bastante conturbada e polêmica (há denúncias de que não havia o quórum exigido no Estatuto do Clube). Até hoje não foi comprovada a veracidade dessas acusações a não ser as de sonegação de imposto, que foram assumidas pelo ex-presidente[101]. Sem dinheiro para grandes contratações, o Flamengo não conseguiu formar equipes competitivas e por pouco não foi rebaixado no Campeonato Brasileiro em 2002[102], 2004[103] e 2005[104].

Em 2003 e 2004, ainda conseguiu chegar a final da Copa do Brasil. No primeiro ano, perdeu para o Cruzeiro[105]. Na segunda vez, perdeu para o Santo André[106].

Em 2004 o Flamengo conquistou seu 28º título estadual, em cima do rival Vasco da Gama[107]. Em 2005, o Flamengo fez um dos piores anos de sua história e, na chegada do técnico Joel Santana para salvar o clube do rebaixamento nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, cravou, em nove jogos disputados, seis vitórias e três empates, evitando assim que o Flamengo tivesse que disputar a Segunda Divisão em 2006[108].

 

 

2006 a 2009 : o início de novos tempos e o fim da espera

 

Em 2006, chegou pela quinta vez à final da Copa do Brasil, porém desta vez conseguiu conquistar o título sobre o rival Vasco[109]. Um fato curioso foi a demissão do técnico Waldemar Lemos, após a classificação da equipe para as finais da competição[110]; e para o seu lugar foi contratado Ney Franco.

 

Em 2007, paralelo à disputa da Copa Libertadores da América, o Flamengo conquistou a Taça Guanabara. Na final do estadual contra o Botafogo, o Flamengo sagrou-se campeão nos pênaltis[111]. Na Taça Libertadores da América de 2007, foi eliminado pelo Defensor Sporting, do Uruguai, nas oitavas de final. Em sua partida de ida, perdeu por 3 a 0 em Montevidéo e venceu por 2 a 0 o jogo de volta[112]. O Campeonato Brasileiro de 2007 prometia ser um dos piores da história do Clube de Regatas do Flamengo. Durante a disputa, o técnico Ney Franco foi demitido e o clube contratou novamente Joel Santana. Nesse ponto, o clube almejava apenas sair da zona de rebaixamento e talvez conquistar uma vaga na Copa Sul-americana, porém ao final do campeonato o Flamengo havia conquistado o direito a uma vaga na Taça Libertadores da América de 2008[113].

 

No primeiro turno do Campeonato Carioca de 2008 conquistou a Taça Guanabara e, posteriormente na final, o Campeonato Carioca, ambos sobre o Botafogo[114]. Na primeira fase da Taça Libertadores terminou com a segunda melhor campanha desta fase do campeonato[115]. Nas oitavas de final da Taça Libertadores, o Flamengo enfrentou o América. No primeiro jogo aplicou uma goleada de 4 a 2 sobre o adversário, em pleno Estádio Azteca. Contudo, no jogo de volta foi eliminado, perdendo a partida no Maracanã por 3 a 0.[115]. No Campeonato Brasileiro, o Flamengo teve um início avassalador, porém pontos preciosos perdidos em casa custaram-lhe não só a chance de conquista do título quanto a classificação para a Copa Libertadores de 2009. Porém, com o descenso do seu maior rival Vasco da Gama à Série B do Campeonato Brasileiro, o Flamengo tornou-se o único clube carioca a nunca rebaixado no Campeonato Brasileiro.[116].

 

Na Taça Rio de 2009, o time superou o Botafogo na final, conquistando o título e o direito à disputa do estadual.[117] Nas finais, assim como em 2007, a decisão foi para os pênaltis[118]. O título marcou o quinto tricampeonato estadual do clube, e o deixou pela primeira vez líder absoluto em número de conquistas estaduais: 31, contra 30 do Fluminense[17]. Na Copa do Brasil, o clube foi eliminado pelo Internacional, após empate por 0 a 0 no Maracanã e uma derrota por 2 a 1 que encerrou a participação do clube na competição.[119] Em 22 de julho de 2009, Cuca foi demitido do clube.[120] Com Andrade como substituto, o time embalou no Campeonato Brasileiro e, com uma grande recuperação no segundo turno, assumiu a liderança na penúltima rodada, após vencer o Corinthians por 2 a 0 e com a derrota do São Paulo de 4 a 2 para o Goiás.[121] Em 6 de dezembro o clube precisava vencer para confirmar o título, num jogo tenso contra o Grêmio que saiu na frente no placar, mas o Flamengo virou o jogo para 2 a 1 e conquistou a taça de campeão após 17 anos.[122][123][124]

 

2010– : O risco de rebaixamento e a crise

 

Em 2010, o Flamengo apostava em conquistar diversos títulos e para isso, trouxe como reforço o atacante Vágner Love. Adriano e Vágner passaram a formar uma dupla de ataque que muitos torcedores apelidaram como "Império do Amor"[125]. Na Taça Guanabara foi eliminado na semifinal pelo Botafogo pelo placar de 2 a 1.[126] Na Taça Rio voltou a perder para o Botafogo pelo mesmo placar, desta vez na final terminando a esperança do Tetracampeonato.[127].

 

Já na Copa Libertadores da América, o Flamengo classificou-se na última vaga para as oitavas-de-final, após uma campanha com três vitórias, um empate e duas derrotas.[128] Mesmo com a classificação apertada, o treinador Andrade foi demitido[129]. O Flamengo foi eliminado da competição pelo Universidad de Chile, no critério do gol fora-de-casa (perdeu por 3 a 2 no Maracanã e venceu por 2 a 1 em Santiago). Após a eliminação, Adriano e Vágner Love deixaram o rubro-negro. No segundo semestre, o Flamengo começou o Campeonato Brasileiro de forma irregular, o que ocasinou a demissão do técnico Rogério Lourenço.[130] Rapidamente Silas foi anunciado como o novo treinador do clube[131], mas continuaram os maus resultados, e Silas também foi demitido[132]. No dia 5 de outubro, foi anunciado o novo técnico, Vanderlei Luxemburgo[133], que assumiu o comando com a missão de tirar o Flamengo de perto da zona de rebaixamento e com a meta de classificar a equipe para a Copa Sul-Americana de 2011. Após findar com o risco de rebaixamento na penúltima rodada,[134] o Flamengo ficou com a última vaga para a competição sul-americana e finalizou o Campeonato Brasileiro como a equipe com mais empates (17).[135]

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